Oxóssi

Oxóssi

Ele é o rei da mata. Seu coração é um tesouro encantado oculto no ser da grande floresta. Dele emana a luz espiritual do verdadeiro conhecimento universal, este saber genuíno que não se gera na mente e sim no âmago do coração.

Luz que reverencia a natureza, saber que se expressa no louvor e na celebração da vida, da abundância do verde e do dourado que expressam o grande mistério deste reinado. Claridade que se revelou na transparência das águas e clareou a beleza do reino. De um grão multiplicou em mil, que geraram milhões de grãos de ouro e perpetuaram a luz.

Está revelado, no livro dos mistérios, que Oxóssi foi perseguido na Terra pelos seres das trevas que ambicionavam se apropriar da sua luz. Guerreiro, ele perseverou e caminhou no mundo, cumprindo o destino da sua peregrinação na matéria, em busca da libertação de seus perseguidores obscuros. Até que foi chegado o dia em que seus inimigos o crivaram de flechas, ocasionando a morte do corpo. Fora do corpo da matéria, seu espírito ainda permaneceu cativo, impregnado das trevas de seus perseguidores que lhe ofuscavam a luz da mente.

Correu então buscando refúgio na floresta, sempre perseguido, até que encontrou um olho d’água que jorrava água cristalina, formando um pequeno remanso, e aí mergulhou, desaparecendo da vista dos seres trevosos. Estes acreditaram que haviam vencido o guerreiro da luz e se puseram a celebrar a vitória das trevas, apregoando sua morte. Então veio Ogum, montado em seu cavalo branco, arrodiou o olho d’água e, estendendo a mão a Oxóssi, trouxe-o de volta. Purificado pela transparência da água original, ele emergiu luminoso e a luz dourada do seu coração resplandeceu, iluminando a mata inteira. Assim, todas as sombras se impregnaram da sua luz e todos os seres que jaziam nas trevas, conheceram a claridade de seu grande amor.

O amor de Oxóssi é redentor, é salvador. Ele é o guerreiro sem lança, cuja arma é a própria luz do seu coração. Por isso se diz que o coração de Oxóssi é um tesouro de luz encantado no meio das matas virgens, pois a sua luz se revela a cada folha da floresta e a todos aqueles que consagram a sua paz, ele faz a oferenda da celebração da vida.

Planta, filho de fé, o grão da luz de Oxóssi. E sua vida multiplicará e se perpetuará a claridade em ti e a partir de ti.

Canalizado por Maria Alice Campos Freire,
ditado pela Preta Velha Rosa Maria Baiana


FICHA TÉCNICA _ PROJETO DE GRAVAÇÃO UMBANDAIME MATRIZ

CANTO: Rita Silveira, Júlia Freire de Medeiros, Elvira Melo, Luísa Failace
Participação: Marcelo Bernardes, Alcineide G. de Oliveira, Sabá Tuk, Míriam Maria, Clara Andreozzi, Catarina Cerquinho, Kelia Fernardes, Fábio Satgeet,
ATABAQUES (Rum Rumpi, Le): Sabá Tuk, Marcelo Bernardes
AGOGÔ: Valerinho Xavier, Sabá Tuk e Marcelo Bernardes
DIREÇÃO MUSICAL (coordenação no estúdio): Marcelo Bernardes
ESTÚDIO: Gravado, mixado e masterizado no Feedback Studio / Brasília por Valerinho Xavier
EDIÇÃO (gravações): Júlia Freire de Medeiros, Valerinho Xavier
Participação: Mauricio Barreto – Estúdio Escola Música Livre / Lumiar Nova Friburgo
CAPA: Marcelo Ment