Xangô

Xangô

Xangô, por Marcelo Ment e Viuller Bernardo

Cristal de rocha, firme e seguro, é o coração do Pai Xangô. Seu mistério está representado na rocha, nas pedras, que representam a firmeza, o prumo do equilíbrio, a justiça. Sobre a rocha de Xangô está pousado o tempo. De Xangô emana a lei. Sua voz é o trovão, que expande a lei e a ordem divina. A lei divina se escreve no coração, pois ela emana do amor.

Assim é a delicadeza desta grande firmeza que representa a justiça de Xangô. No alto da pedreira, com sua machada de pedra na mão, quando ecoa a voz do trovão, é a chamada de Xangô, o alerta que indica a direção da paz e do bem. Xangô é o equilíbrio e a paz.

Xangô Kaô, que traz o fundamento da rocha, simboliza firmeza e justiça para realizar o amor. Sua outra face é Xangô Agodô, Xangô das águas e das almas. Seu mistério complementa a compreensão do fundamento de Xangô. Ele está representado nas pedras que estão nas águas, nas cachoeiras, nos rochedos do alto mar. Ele é o pescador das almas. Pesca para ensinar-lhes a lei. E neste caso, a primeira lei é o perdão, a compreensão da fraqueza. Este conhecimento é a matéria prima que gera o fio da tecedura do amor de Xangô, o amor justo e verdadeiro. Verdade é a outra palavra que está ligada ao mistério de Xangô. A voz do trovão é o verbo. E o verbo manifesta a verdade da lei divina, que apresenta os ensinamentos do amor justo e da paz de Deus.

Canalizado por Maria Alice Campos Freire,
ditado pela Preta Velha Rosa Maria Baiana


FICHA TÉCNICA _ PROJETO DE GRAVAÇÃO UMBANDAIME MATRIZ

CANTO: Rita Silveira, Júlia Freire de Medeiros, Elvira Melo, Luísa Failace
Participação: Marcelo Bernardes, Sabá Tuk, Janaína Jaaya
ATABAQUES (Rum Rumpi, Le): Sabá Tuk, Marcelo Bernardes
AGOGÔ: Valerinho Xavier, Sabá Tuk e Marcelo Bernardes
DIREÇÃO MUSICAL (coordenação no estúdio): Marcelo Bernardes
ESTÚDIO: Gravado, mixado e masterizado no Feedback Studio / Brasília por Valerinho Xavier
EDIÇÃO (gravações): Júlia Freire de Medeiros, Valerinho Xavier
CAPA: Marcelo Ment